Jogos · Resenhas

Minha opinião sobre Life is Strange.

Life is Strange é um jogo dividido em 5 episódios, criado pela Dontnod, onde suas escolhas afetam o final do jogo. Quem protagoniza o jogo é a Max, uma garota de 18 anos que tem o poder de voltar no tempo. Ela descobre os seus poderes quando tem que voltar no tempo para salvar uma garota chamada Chloe, uma amiga de infância que ela passou 5 anos sem ver e assim começa toda a história do jogo, onde ela usa os seus poderes para descobrir um mistério.

Cada episódio tem, em média, 2 horas. Alguns mais, outros menos.

Esse é o básico do básico do que é Life is Strange. Darei hoje a minha opinião sobre o jogo, se eu gostei ou não, etc.

OBS 1: SE VOCÊ NUNCA JOGOU O JOGO, PARE AGORA! ESTÁ REPLETO DE SPOILER. EU FALEI ATÉ SOBRE O FIM DO JOGO, OU SEJA, NÃO LEIA SE VOCÊ NÃO JOGOU/TERMINOU O JOGO.
OBS 2: Não é por que é minha opinião que é uma verdade absoluta, cada um tem a sua opinião e cabe a nós respeitar cada uma delas. 

Minha opinião:

Bem, vou começar pelos personagens… você se apega muito a Max e a Chloe, tudo o que acontece com as duas vai ter um efeito em você, positivo e negativo, parece que mexe com seus sentimentos, falo sério. E não só isso, você consegue também se identificar com alguns personagens. Eu me senti dentro do jogo desde o primeiro episódio, cada escolha que eu fazia me afetava emocionalmente, parece que eu vivia tudo de perto, pessoalmente.

Eu joguei TWD – The Game, eu ACHO que foi o primeiro jogo de episódios e escolhas e EU, na MINHA opinião, não acho que as escolhas afetam muito a história do jogo. Basicamente, a história do jogo já está pronta, as suas escolhas só mudam seus amigos e alguns detalhes, nada como Life is Strange. Uma escolha no primeiro episódio de LIS vai afetar até o final do jogo. Dá para perceber como uma escolha “errada”, ou algo que você deixou de fazer vai afetar o jogo inteiro. Por isso que o jogo deve ser jogado com atenção e cuidado, e isso te leva a entrar dentro do jogo, se sentir como se você fosse a Max.

O jogo todo é formado pelo Efeito Borboleta, a “Teoria do Caos” (inclusive é um dos nomes dos episódios), um dos motivos que eles colocaram aquela borboleta azul no primeiros cinco minutos do primeiro episodio do jogo. “Efeito borboleta, em cultura popular, diz que o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo” e, basicamente, é exatamente isso o que acontece. Levando ao pé da letra: Quando a borboleta aparece e pousa no balde, Max captura uma foto e está a poucos segundos de mudar o curso natural das coisas, ou seja, descobrir os seus poderes.

Explicando melhor: a Max descobre que tem o poder de mudar o tempo bem na hora que a borboleta aparece, assim ela passa a ter o poder de mudar o tempo, as escolhas, o rumo da história da vida dela, influenciando o curso natural das coisas e causando assim, quem sabe, uma consequência séria ou uma catástrofe – a tempestade e o furacão. Max influencia o curso natural das coisas – que seria a morte da Chloe – porém já era, basicamente, o destino da Chloe morrer. Em quase todos os episódios a Chloe morria e a Max usava os seus poderes para salva-la, ou seja, o jogo deixava óbvio que a Chloe precisava morrer, era o destino dela.

E como eu acabei de dizer: era o destino da Chloe morrer. Em quase todos os episódios ela morria e a Max salvava. Até quando a Max voltou no tempo para salvar o pai da Chloe, a Chloe morria. Então, não importava o que a gente fizesse e como a gente alterasse o tempo, a conseqüência seria a mesma.

Há quem diga que ela descobriu os poderes apenas para salvar a Chloe da morte ou que ela descobriu para dar uma “felicidade” a Chloe antes de morrer, porém eu não penso assim. Acredito que ela obteve os poderes para desvendar o mistério do Colégio Blackwell, sobre Nathan e o Mrs. Jefferson, mas só descobriu os poderes por causa da Chloe.

As pessoas fazem ligação com a borboleta azul e a Chloe, pois ela tem o cabelo azul, falando que a borboleta é a reecarnação da Chloe, que a borboleta é o espírito da Chloe, e não… não consigo acreditar nisso também. No final do jogo a Max quando rever a borboleta azul dá um sorriso, o que “dá a entender que era a Chloe”. Não para mim. Acho que aquele sorriso foi por que a borboleta a fazia lembrar da Chloe, do momento que ela conheceu a Chloe novamente, do momento em que ela adquiriu os poderes. Algo do tipo.

Não adianta ficar indignado, odiar o jogo, xingar os produtores, a realidade dói e a Chloe morreu. Ela sempre estava morta, a Max só foi adiando. O problema é que quanto mais ela adiava o curso natural das coisas, o furacão “piorava”. E por mais que o final seja foda, eu achei que a morte da Chloe foi super bem planejada, mas deixou o jogo com um final horrível.

O fim do jogo ficou entre duas escolhas, “Sacrificar Chloe” para parar o furacão ou “Sacrificar Arcadia Bay” para ficar junto com a Chloe para sempre. Sinceramente, essa segunda opção é a mais egoísta do mundo. Você estaria sacrificando o Frank, a Kate, o David, a Joyce, o Warren, o Daniel, a Dana, a Alyssa, a Juliet e por assim vai. E por mais que nós amemos a Chloe, ninguém dessa lista merecia morrer, e repetindo, era o destino na Chloe morrer. Não tinha como fugir.

Eu disse que a morte dela foi planejada por que seria uma escolha nada egoísta e o “certo” a se fazer, por que a Chloe era a culpada pelo furacão. Porém, o que deixou o jogo horrível foi por que o jogo pecou em:

Matar a Chloe: Vamos dar cinco dias para ela viver um monte de aventuras com a Chloe, salvar a vida dela o tempo todo, a fazer feliz, viver a melhor semana da Max e da Chloe e no final não servir de nada, já que a Chloe morre no banheiro da escola. A Chloe que morre no final no jogo não é a que viveu com a Max todos os episódios atrás. A Chloe que morre no final do jogo era apenas uma menina punk que não se dava bem com o padrasto, se envolvia com drogas, tinha uma amiga perdida – a Rachel – e estava sem ver a Max por 5 anos. Ou seja, todos os 5 dias que a Max e Chloe passaram juntas não serviu de nada. Foi isso que os produtores não pensaram direito na hora de colocar aquela decisão.

Já sacrificar Arcadia Bay: Vamos dar os poderes para a Max mas tudo o que ela fizer com eles não vai servir de nada, já que no final ela mata todo mundo.

Logo, o final de LIS não foi bem pensado pelos produtores porém eu acho que o jogo é extremamente foda. Um dos melhores que eu já joguei em toda a minha vida. História envolvente, te prende, mexe com você, te faz se apegar aos personagens… é incrível, todo o jogo é incrível. Para os que escolheram matar a Chloe: migos, que final triste em? Chorei no momento em que apareceu as opções até chegar nos créditos do jogo. Foda…

Apesar de tudo, o jogo tem uma “lição” por trás que eu achei muito interessante: todas as escolhas que você faz na sua vida terá uma consequência boa ou ruim. A gente não consegue evitar tudo na nossa vida, a gente não consegue impedir que coisas ruins aconteçam, a gente não consegue salvar todo mundo. Não adianta você querer fugir, não tem como correr disso. Temos que aprender a lidar com isso da melhor maneira possível.

E agora, uma boa notícia: terá a segunda temporada, porém com um elenco diferente. To louca para saber a nova história.

Iai, concordam? Qual a opinião de vocês? Até mais!

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