Textos

Carta nº 17.

Imagem de alternative, photo, and smoke

Querido V,
Se todas as minhas escolhas erradas me direcionou a você, eu anseio em errar pela segunda vez, terceira vez, milésima vez. Cobiço o desejo de te ver ao fechar os olhos, satisfazendo a vontade rotineira de ver o seu sorriso mais uma vez ao dia. Nem que seja rápido, de relance, como uma miragem. Nem que seja por um milésimo de segundo.

Inexplicável e impossível será dizer um dia o que apenas dá para sentir eternamente. Sentimento que tira-me o ar, encantador como o balanço das folhas das árvores que observo no fim da tarde. Sentimento que perde toda a sua graça quando tentamos descreve-lo, uma vez que é somente necessário eterniza-lo dentro dos vossos corações para durar para sempre.

Não há uma quantidade suficiente que encha o meu apuro de você. Gozo dos teus defeitos e medos para encantar-me, uma vez que eles se tornam as suas qualidades. Não culpe-me, mas sim o meu insolente coração, que roga por mais de tu’alma para bater vigorosamente.

De mim, reservo o que há de bom e entrego a ti. O de ruim, apenas empacotamos e deixamos como mais uma caixa esquecida no nosso porão empoeirado, por que, doravante, o que importa é nós.

Perdoa-me pela incapacidade de lhe falar o que há de tão grande dentro de mim, mas compenso-te ao lhe amar.

Com amor,
G.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s